dezembro
2009
SEMINÁRIO: MAIS UM AVANÇO
Passados 25 anos da Lei Municipal 495/1984 que criou a APA (Área de Proteção Ambiental) de Santa Teresa e após três anos de luta da atual direção da AMAST (Associação dos Moradores e Amigos de Santa Teresa) – no transcorrer dos quais realizamos dez encontros comunitários, com a participação de importantes autoridades responsáveis pela proteção do ambiente natural e cultural da cidade – recebemos, com satisfação, a notícia de que o Secretário de Meio Ambiente Sr. Carlos Alberto Vieira Muniz, em setembro último, autorizou a Coordenação de Patrimônio Ambiental (SMAC) a publicar o Edital de Convocação para a Implantação do respectivo Conselho Gestor (CG).
De acordo com o referido Edital (D.O. RJ de 08/09/2009), a formação do nosso CG deve-se pautar pela Deliberação 043 (de 14/02/2008), do Consemac, que regulamenta os Conselhos Gestores de Unidades de Conservação Municipais, em consonância com a Lei Federal 9985/2000, constituinte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC.
Nesse sentido, foi realizada a Oficina de Mobilização Pró Conselho Gestor da APA de Santa Teresa, nos dias 15 e 16 de dezembro de 2009, das 18 às 21h, no Colégio Monteiro de Carvalho, localizado à Rua Almirante Alexandrino, 2495.
A Oficina teve como objetivo deslanchar o processo de diagnóstico preliminar dos problemas e potencialidades do bairro que coincide, por sua vez, com a definição jurídica de nossa APA. Por isso, convidamos entidades e pessoas de todas as áreas de atuação e envolvimento com o bairro, com o objetivo de ouvir e discutir seus pontos de vista e respectivos focos de atuação, através de uma dinâmica participativa, popular, e democrática que seja social e ambientalmente representativa de todos os moradores e demais usuários da APA.
Para esta Oficina foram, também, convidadas pessoas reconhecidas por sua experiência prática e teórica em lidar com questões sócio-ambientais de nosso interesse, com o intuito de informar, mobilizar e capacitar as lideranças e representações legítimas do bairro, através da troca de experiências, conhecimentos e estratégias de ação coletiva.
Com isso, acreditamos estar dando início a um processo de melhoria dos aspectos sócio-ambientais e econômicos do bairro, ou seja, buscando a sua sustentabilidade, para melhorar a qualidade de vida de todos os seus moradores, visitantes e outros atores sociais.